30/06/2016

Como as áreas jurídica e econômica podem trabalhar juntas para o benefício de uma empresa?

Por Carlos Viera Cunha Mello

Seja pela exigência do mercado cada vez mais competitivo, pelos desafios do ambiente macroeconômico (alta carga tributária, falta de infraestrutura e instabilidade econômica) ou pelas altas taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras, o cenário empresarial é cada vez mais desafiador. Por isso, o empresário precisa realizar um planejamento de curto, médio e longo prazo para seu empreendimento.

Quando um planejamento é bem feito, consegue antecipar os riscos inerentes de um negócio, dando tempo ao gestor repensar as estratégias adotadas. Desse plano, surgem questões como: devo fazer uma Recuperação Judicial ou Renegociações Extras Judiciais? Pagamos as instituições financeiras ou privilegiamos os fornecedores? Para ajudar empresários nessas tomadas de decisões, as áreas econômicas e jurídicas devem atuar em conjunto.

A união dos âmbitos jurídico e econômico agregam a um planejamento estratégico uma visão completa, demonstrando formas diversas de melhorar os resultados das empresas, na redução dos custos (planejamento tributário, revisão de processos, melhor gestão dos recursos financeiros etc.), na agilidade nas tomadas de decisões (planejamento financeiro) ou proteção dos bens dos acionistas (proteção patrimonial).

Na área econômica, é preciso que as companhias saibam da sua real situação financeira. É comum empresas serem administradas mediante o fluxo de caixa, o que pode mascarar problemas que poderiam ser observados por meio de uma análise pela competência, como balanços e demonstrativos de resultado. Essas ferramentas são extremamente importantes para demonstrar a real situação financeira de uma organização, e permitem um planejamento de médio e longo prazo mais assertivo.

No âmbito jurídico, o planejamento tributário consegue reduzir o custo operacional melhorando a margem dos produtos. Aliado a essa ação, a proteção patrimonial pode reduzir riscos ao patrimônio dos acionistas quando um problema operacional acontece.

 

Carlos Viera Cunha Mello é economista da AM Pires Consultoria e Gestão.